Vida Real x Vida Virtual

segunda-feira, 24 de agosto de 2009 |

Ouvindo a conversa de meus companheiros de classe do sexo masculino, resolvi perguntar por que eles só falavam sobre jogos, livros, filmes e etc. e nunca falavam sobre qualquer outra coisa como garotas, sentimentos, familiares, planos. Prontamente me responderam que a vida virtual era mais interessante. Obviamente discordei, mesmo gostando de ler, jogar e assistir.

Qual seria a vantagem de imaginar e sentir APENAS pensamentos alheios? Após uma discussão divertida, creio que entendi alguns pontos, esclareci outros e discordei de vários.

Dizem que a vida virtual é interessante por podermos fazer o impossível (desde voar até matar pessoas) e sentir a emoção disso. Isso obviamente não seria conveniente à vida real.
Concordo nesse ponto. Há coisas que a vida virtual oferece a mais que a vida real. Mas e o resto? Creio que nenhum jogo/livro/filme fará você ter a sensação de acariciar os cabelos de uma jovem mulher enquanto ela exala perfume. Também acredito que nenhuma mídia fará você sentir o prazer de comer aquele prato quentinho quando você mais tem fome.
Por mais que sintamos as emoções induzidas por meios que excitam a imaginação, elas não serão comparadas ao prazer de verdadeiramente tocar, cheirar, saborear, olhar e ouvir coisas “verdadeiramente reais”.
Mesmo que o mapa do jogo seja grande, você não sentirá a dor nos seus músculos por ter andado quilômetros. Também não sentirá o peso da sua arma de laser disparando no oponente. Assim como não sentirá o aperto de mão do seu patrão te parabenizando por sua promoção.
Além disso, nós, como animais, temos nossas funções biológicas. Uma delas é a reprodução. Mesmo que não geremos filhos, temos prazer em atos relacionados à sexualidade. Mais que prazer, temos necessidade. E acredito que se masturbar para um vídeo não seja tão bom quanto fazer sexo.
Mesmo que a vida virtual seja mais prazerosa, a real é inevitável. Normalmente temos que estudar, trabalhar, etc. Se não enxergarmos beleza e mistério nisso, será realmente um porre.

Mas mimimi Karol, você tentou se matar e está defendendo a vida real.

A morte não deixa de fazer parte nem da vida real nem da vida virtual. Não deixa de ser algo novo e desconhecido. Nos jogos até é sem graça, já que você pode começar tudo de volta e é tudo (ou quase tudo) igual. E como já disse a todo mundo, não odeio a vida real, não odeio a vida, só acho ela chata e inútil adiar o inevitável.

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