Suicidio - Parte 3 - Atualmente

terça-feira, 25 de agosto de 2009 |

A parte engraçada dessa história são as pessoas. As que não entendem tentam chutar o motivo, mesmo que eu diga que ele esteja errado. É como se elas estivessem procurando em mim a razão pela qual elas fariam isso. Tenso.

Chega a um ponto que eu fico desconfortável em conversar sobre esse assunto, até com pessoas da minha confiança, de tanto ouvir a mesma coisa.

Listando o top:
-Tente ser forte.
-Foi covardia da sua parte.
-Não faça mais isso.
-Você é louca?
-Porquê?

Daí vai batendo aquele desânimo de sair de casa, estudar, desenhar, etc. E eu não ando com a mínima vontade de melhorar.

Sinceramente acho que eu deveria ser internada em alguma clínica até eu "aprender minha lição". Quando e se eu saísse de lá, estaria mais fácil convivência. É ruim pra caralho ver as pessoas se preocupando comigo, mesmo que seja por elas gostarem de mim. Além disso, para quem eu deveria falar (professores, chefe) para justificar minhas gafes e faltas, acabo não falando.

Eu assumo! Desde que fui até a droga do conselho tutelar, não tenho mais ânimo de falar com "desconhecidos" sobre isso. A primeira coisa que foi falada quando contei ao meu patrão sobre eu ter ido no conselho tutelar foi "o que você andou aprontando?".

Quanto a tratamento psicológico, também não quero. Quando digo que não quero melhorar, as pessoas não ouvem, sabe? E acho que é um "direito" meu, mesmo invadindo o direito alheio. É meio absurdo que elas queiram que eu fique bem e viva para não magoar os seus coraçõezinhos.

Se eu deixar de existir para mim, vocês não existirão mais. Pelo menos não para mim.

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