Em uma de minhas longas, deliciosas e torturantes conversas com J., citamos o nosso desgosto por crianças.
-Não gosto de crianças.
-Eu sei. Também não gosto delas. Menos a minha prima.
-Ah, não gosto das minhas primas mais novas.
-Nem é por ser minha prima.
-Eu não gosto do natal, mas lembro que ela me fez sorrir naquele dia.
-Como? Te fazer sorrir é uma tarefa árdua.
-Eu estava ajudando a minha mãe na cozinha, quando tropecei e derrubei o que estava carregando. Meu dia já estava uma merda. Mas ela simplesmente olhou para mim, sorriu e me disse: "Essas coisas acontecem."
-Ás vezes é tudo que precisamos ouvir.
-Não gosto de crianças.
-Eu sei. Também não gosto delas. Menos a minha prima.
-Ah, não gosto das minhas primas mais novas.
-Nem é por ser minha prima.
-Eu não gosto do natal, mas lembro que ela me fez sorrir naquele dia.
-Como? Te fazer sorrir é uma tarefa árdua.
-Eu estava ajudando a minha mãe na cozinha, quando tropecei e derrubei o que estava carregando. Meu dia já estava uma merda. Mas ela simplesmente olhou para mim, sorriu e me disse: "Essas coisas acontecem."
-Ás vezes é tudo que precisamos ouvir.
Memórias não são exatas, nossa mente brinca com elas. Mas a essência continua a mesma.

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